não tem nome.

Suave.

E doce.
Tem cheiro de cacau com baunilha.

Agradável, sorridente. E ri à toa (com um sorriso do tipo paisagem, se é que existe).

Sempre.

Não tem nome, só tem cor.
Não tem hora de parar. Me beija.

Suspira. Espirra. Sorri e assopra.
Abraça e aperta.

Agora, fala pra mim.

do lado de lá.

Take a moment for yourself.

Você se pega imaginando um monte de coisas bobas, como: “qual será cor da parede do nosso quarto (sim, um casamento fictício)?” Ou em como você vai lidar com a toalha molhada em cima da cama, ou com as cuecas que ele deixa no banheiro. Um sorriso bobo denuncia que você acredita que não haverá brigas, pois encontrará um príncipe encantado que saberá rir de si mesmo e que vai pedir desculpas com jeitinho. Ou que vai apontar para o seu sutiã atrás da porta e tudo será graça, flores e amor por cima das roupas sujas.

A vida real não é tão doce. Por isso é uma delícia imaginar.

Mas, mudando de lado. Já pensou se existe alguém pensando essas coisas com você? Pode ter alguém idealizando um domingo a dois, na cozinha, mesmo sabendo (ou só achando) que você só sabe fazer uma tortinha de limão. Talvez exista uma pessoa se perguntando se você vai deixar suas maquiagens bagunçadas no banheiro, ou se é do tipo organizadinha. Não descarte a possibilidade: pode haver alguém que se imagina negociando o bairro em que morariam juntos. Quem sabe não existe um cara que te olha no whatsapp e fecha com vergonha de falar qualquer besteira, porque sonha com vocês juntinhos?

Já pensou nisso?

espalhe amor.

Quem já teve uma fase bem amarga na vida sabe que espalhar amor não é sempre fácil. Às vezes, a combinação astrológica que controla a nossa personalidade e temperamento não é tão bondosa. Afinal, não é todo mundo que nasce sob uma constelação de bom humor e paciência sem fim (acho que ninguém nasce). Eu já vivi uma fase tensa e problemática, em que eu tinha certeza de que os astros estavam num complô eterno contra a minha existência na face da Terra.

Bem, nessa fase negra, não foi fácil espalhar amor.

Porém, ainda do centro dessa idade das trevas, é possível enxergar uma luzinha. No meio da chuva de pensamentos negativos, sempre há um brilho que podemos agarrar e nos lembrar de que é bom espalhar amor. E amor sincero.

Se não estiver lembrando das deliciosas formas de espalhar amor pelo mundo, é só continuar lendo.

Troque recalque por elogio sincero. Quando alguém fizer algo legal, admire. Às vezes a gente não se permite admirar os outros e sente uma pontinha de inveja. Não se envenene, pois a inveja pode ser boa e servir de motivo para inspiração. Elogie: você ganha simpatia e vai se sentir melhor por não ficar no recalque.

Aprenda a dividir. É um exercício de senso de comunidade que deixa o mundo muito mais suave. Divida o espaço no trânsito, respeite o espaço de cada um; divida o seu tempo entre as pessoas que têm importância para você; divida o chocolate no trabalho. É muito fácil, mas é preciso ficar de olho nas atitudes egoístas que sempre encontram uma oportunidade.

Ensine as coisas que você sabe. Passar músicas do computador para o celular pode ser simples para você, mas muito complicado para aquela pessoa mais velha ainda desacostumada com as tecnologias. Se você sabe de alguma coisa que pode ajudar, compartilhe. Criar esse hábito a sua volta certamente trará algum aprendizado de volta. Quem sabe aquela pessoa mais velha não retribui com um conselho de vida que você nem esperava?

Presenteie. E não adianta falar que está sem grana. Todo mundo sabe que é possível gastar pouco e surpreender as pessoas que você gosta. Outro dia eu fiquei super feliz por ganhar chocolate de menta. E o motivo foi muito simples: nem todo mundo gosta de sabores mentolados, e esse seria um presente  bastante arriscado. Mas, acredito que essa minha amiga prestou atenção a esse detalhe (o fato de eu adorar menta) e me fez sentir especial só por isso. Mesmo simples, um presente escolhido especialmente para você, é puro amor.

E quem espalha amor acaba sentindo o seu respingo. ❤

aula de surf.

Foi o lado bom do infortúnio.

O infortúnio foi ser assaltada na sexta-feira, a caminho de um bloco de carnaval.

Eu tenho mania de procurar um lado bom em qualquer coisa ruim que acontece na minha vida. Nunca procuro nada de bom nas coisas boas, sou até uma pessoa pouco deslumbrada. Esta foi a primeira vez que uma coisa positiva me fez pensar no que as boas venturas podem trazer.

Estava procurando recompensar.

Não tenho nenhum amigo que surfe, mas já tinha dito aqui que eu gostaria de aprender a surfar. Até conheço algumas pessoas que surfam, mas ninguém que eu pudesse escalar de verdade para me ensinar. Mas, depois de um infortúnio, nada como fazer algo coisa muito legal para recompensar. Afinal, fiquei arrasada, chorei like a child por motivos de: o cara estava armado, fiquei muito nervosa e eu não queria entregar meu iphone.

Já tinha combinado com o meu namorado de irmos para a praia, mas, obviamente, não estávamos encontrando nenhuma pousada com vaga. Até que uma indicação caiu do céu: um lugar baratinho na orla de Maracaípe com um quarto disponível. E lá fomos nós. Ao lado da pousada, tinha sorveteria e o rapaz que estava atendendo nos mostrou uns pacotes de turismo com com passeios, trilhas e aulas de surfe. Não pensei duas vezes e marquei para o dia seguinte, às 9h da segunda-feira (11), que era a melhor hora de acordo com a tábua de marés.

Talvez, se não estivesse chateada, não iria em frente com a ideia de fazer uma coisa que eu sempre tive vontade. E, então, percebi que tenho a mania de titubear diante de coisas que eu sinto vontade e que podem me trazer felicidade. E como deixo que essas coisas legais sejam sempre apenas recompensas para os infortúnios da vida. É como se sempre precisasse de um motivo ou uma justificativa para merecer. Está errado: vale recompensar, mas as coisas boas devem vir independente dos acontecimentos azarados.

Declaro que não vou mais titubear diante das oportunidades de fazer coisas incríveis, e vou inclusive fazer uma lista das coisas que eu adoraria fazer.

Ainda digo mais: adorei surfar, não foi difícil (apesar de que estou meio dolorida), consegui ficar em pé na prancha todas as vezes (menos na primeira) e pretendo comprar uma prancha e dar continuidade.

Estou pensando nas coisas que quero muito fazer. O primeiro item será voar de balão!

imagem

<3 zooey, zelda, mia ou margot

Uma bolinha de pelos macios de cor sal e pimenta dorme tranquilamente na minha barriga. E eu consigo explicar a sensação? Mesmo sem ter escolhido um nome (vide título) para ela, já estou completamente apaixonada. Para completar, ela ainda mostrou logo nas primeiras horas que é uma lady e fez xixi no lugar certinho <3

Essa da foto é a minha Schnauzer linda de 2 meses que acabou de chegar. Mamai ama muito!

UPDATE: O nome dela ficou Zelda :)

como chegar à crooked house.

Vendo uma série de fotos que parecem ter sido feitas com photoshop me deparei com essa imagem que realmente não se trata de photoshop. Não, eu não estive lá para conferir. Mas, descobri que fica numa cidade chamada Sopot, na Polônia. O design das casas é do arquiteto polonês Szotynscy Zaleski, inspirado pelas ilustrações de contos de fada do artista Jan Marcin Szancer e também pela arte de Per Dahlberg.

Ilustração de Szancer

E eu fiquei tão curiosa para conhecer essa “casa torta” que resolvi simular como seria o meu trajeto até lá. O primeiro passo foi descobrir qual das cidades polonesas que têm aeroporto (ou voo saindo de Recife) fica mais perto de Sopot, cidade onde ficam as casinhas. A resposta é Varsóvia. Então a primeira coisa a se fazer é comprar uma passagem para Varsóvia. Saindo de Recife eu encontrei passagens entre R$3k  e quase R$ 4k. Carinho, hein? (mas como eu não tenho o dinheiro mesmo, tá ok hehehe)

(aeroporto >> ônibus 634 para descer perto de Warzawa centralna (estação central) // ou táxi)

O segundo passo foi descobri como chegar de Varsóvia até Sopot. Pesquisando no Google eu achei esse site que vende tickets de trem. Lá você também encontra horários, preços e pode comprar online – super eficiente. Além disso, a viagem tem um preço bem ok. Os quase 400 km que separam Varsóvia de Sopot iriam me custar entre 90 e 95 zloty (moeda polonesa), o que significa uns US$28! Na verdade o trem deixa na estação de Gdansk, de lá é só mais um ônibus e em 20 minutos eu já estaria no albergue em Sopot.

Essa é a estação Gdansk, a última parada antes de Sopot:

Antes de chegar à Crooked House, eu iria deixar minha mochila no Siesta Hostel, o mais baratinho e charmoso que eu encontrei. Eu vi que a diária custava US$ 17, mas não sei se esse preço está atualizado. Mesmo assim, se for o dobro ainda está ok. Até porque ele fica a 20 minutos da estação Gdańsk, que é a mais perto de Sopot.

Olha a frente do albergue!

Daí, eu caminharia um pouquinho mais de um quilômetro até a rua onde fica a Crooked House :) Vejam na foto do Google Maps como é bonitinha a rua em que ela fica. 

E aí, curtiram a viagem? Pena que foi só via Google Maps, né?