preguiça devoradora.

Preguiça é um troço bom de se entregar. É tipo bandeja de brigadeiro que – depois de comer dois e prometer que o terceiro é o último – você se flagra colocando o penúltimo doce na boca. E já foi.

Esse pecado é uma garota que se acha muito espertinha e burla as regras, tem sempre uma resposta na ponta da língua. E não é qualquer resposta. É uma justificativa sábia – no seu ponto de vista. Cega, pensa que as pessoas não veem a sua necessidade de inércia. Boba, engana-se achando que seus pés para cima não estão incomodando. Azarada quando ninguém chega para sacudir essa poeira grudenta.

E dorme.

Envolve e vicia. Espalha-se.

Tudo que pode ser lento e preguiçoso, assim será. A preguiça é a autora da lei do menor esforço, ela ordena para que não se mexa, que faça somente o necessário, o extraordinário alguém que faça, por favor. E pede mesmo, com ou sem jeitinho. Às vezes, sem jeitinho mesmo porque preguiça dá mais preguiça ainda – inclusive de pensar num jeito delicado de pedir. Confunde-se: pensa que manda.

ZZZzzzzzZZZzzzz

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